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10 coisas que você precisa saber sobre câncer de mama

Quando o assunto é câncer, a prevenção salva vidas. O sucesso dos tratamentos é muitas vezes maior quando um tumor é detectado em estágio inicial. Mas como monitorar a saúde? Desde a década de 1990, todos os anos, a campanha Outubro Rosa orienta e informa as mulheres em todo o mundo. Aproveite a oportunidade para saber se você está fazendo tudo o que pode para combater o câncer de mama.

1. Vou ter câncer de mama?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, uma em cada 15 mulheres é afetada pela doença. Todos os dias, são descobertos no Brasil 156 novos casos. A doença acaba com a vida de 12 000 mulheres por ano no país. Em termos mundiais, é o segundo tipo de câncer mais comum entre mulheres. E alguns fatores aumentam as chances de desenvolver a doença: tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada. A genética só é determinante em 10% dos casos.

2. Existe uma idade certa para começar a se cuidar?

Logo que surge a primeira menstruação. A partir de então, é fundamental frequentar o médico e fazer o autoexame nas mamas e nas axilas. Procure por caroços, áreas mais escuras, áreas mais quentes e inchadas. Pele vermelha, enrugada ou descamada também pode ser sinal de problemas. Na maior parte dos casos, a área afetada não fica dolorida, então tome cuidado com outros sinais. Se encontrar algo diferente, corra para procurar orientação médica.

3. Quando faço o autoexame?

Uma vez por mês, sempre no final do período menstrual. Para quem já está na menopausa, basta escolher um dia específico do mês. Lembrando que, geralmente, os tumores se manifestam na segunda metade da vida, mas costumam ser mais agressivos quando aparecem em pessoas de menos de 30 anos. Lembre-se que o autoexame só poderá detectar alguma alteração, como um caroço, nódulo ou tumor, em estágio avançado e já perceptível pelo toque ou visível na pele. Portanto, é necessário fazer o diagnóstico precoce regularmente com a realização de exames preventivos prescritos pelo seu médico, porque somente esses exames poderão detectar o câncer em estágio inicial.

4. Reposição hormonal atrapalha?

Infelizmente, sim. Quem nunca amamentou e quem faz reposição hormonal por mais de cinco anos têm mais chances de sofrer com câncer de mama.

5. Câncer de mama tem cura?

Tem, claro! O tumor é vencido em 90% dos casos em que ele é descoberto nos estágios iniciais. O desafio fica muito mais complicado quando o diagnóstico demora para acontecer – no mundo, 30% dos cânceres de mama são descobertos em estágios avançados, quando as chances de cura são muito menores.

6. Tenho câncer. O que eu faço?

Converse, muito. Entenda a opinião do médico sobre operar ou tratar com medicação. Peça uma segunda ou terceira opinião se estiver insegura. Procure mulheres que venceram o problema – a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) oferece um ótimo suporte. Depois, decida. Afinal, você não tem muito tempo a perder.

7. Vou perder os seios?

Nem toda cirurgia exige a retirada das mamas inteiras. Dependendo do tamanho do tumor, é possível retirar apenas parte da mama e complementar o tratamento com medicação. Mesmo para quem perdeu toda a mama, é possível fazer cirurgia plástica reconstrutora.

8. Vou perder os cabelos?

A radioterapia só atinge a área tratada, então só provoca queda se o tratamento for na cabeça. Já a quimioterapia costuma, sim, provocar perda de cabelos em boa parte dos casos. Mas eles voltarão a crescer a partir de dois a três meses depois que o tratamento acabar.

9. Como prevenir?

Fazendo atividades físicas e cuidando da alimentação – evite gorduras e procure por alimentos ricos em vitamina A, como manga, melão, cenoura, couve, ervilha, carne de fígado e ovos. Abandonar o cigarro é extremamente importante. E evitar o consumo excessivo de álcool também ajuda. Retirar as mamas como prevenção, como fez a atriz americana Angelina Jolie, só tem valor para casos muito específicos.

10. Quais exames são necessários?

Antes, durante e depois da doença, alguns testes são fundamentais para monitorar a situação com segurança. A mamografia, por exemplo, deve ser realizada duas vezes por ano a partir dos 50 anos, segundo recomendação do Ministério da Saúde. Para quem já teve casos de câncer mamário na família, é recomendável começar a fazer o exame mesmo antes. Existem também situações em que o ultrassom, a ressonância magnética e a tomossíntese são recomendados como complemento.

Fontes: Sociedade Brasileira de Mastologia; Instituto Nacional de Câncer (Inca); Organização Mundial da Saúde; Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama; Ministério da Saúde

 



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