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AUTOMUTILAÇÃO DE ADOLESCENTE: UM PROBLEMA QUE PREOCUPA

A disseminação da prática da automutilação entre adolescentes é cada vez maior e preocupa pais, professores e a comunidade como um todo. A automutilação é um distúrbio do comportamento em que a pessoa agride o próprio corpo. O tema foi discutido na tarde desta quinta-feira (20), na Semana de Amor à Vida – Acredite, sempre há uma saída! Viver é a Melhor Escolha -, organizada pela Secretaria Municipal de Administração e Gestão de Pessoal.

A palestra “Comportamentos auto lesivos na adolescência” foi acompanhada por professores, funcionários da rede de educação e pela comunidade. Segundo a palestrante Marília Pessali, psiquiatra do CAPs Infantojuvenil de São Carlos, a automutilação está relacionada com o suicídio. “Os comportamentos auto lesivos como automutilação indica um sofrimento muito grande e está relacionado a chances de suicídio na adolescência. Hoje, as redes sociais influenciam bastante esses comportamentos e ao mesmo tempo nem sempre apresentam espaço para a discussão e reflexão sobre aquilo. As consequências do ato não são discutidas influenciando de forma perigosa”, informou a psiquiatra.

O automutilador usa esse comportamento com a intenção de aliviar as dores emocionais, quando se sente com uma profunda tristeza, raiva, ansiedade, ou ainda outras emoções como a angústia e a frustração.Os pais devem ficar atentos com esse comportamento cada vez mais frequente dos jovens. “Estar ao lado, reparar. Porque se você está presente no dia a dia do seu filho e se você repara nele, vai conhecer quem é o seu filho, quais são os padrões de comportamento, o que é mais fácil, o que é mais difícil para ele e quando algo sair daquele normal, do esperado, você irá reconhecer e terá um melhor vínculo com ele para abordar a situação”, explicou Marília.

Para o secretário de Educação, Nino Mengatti, a escola deve estar preparada, porque geralmente, os pais não sabem que os filhos se automutilam. “É muito importante que os profissionais da educação recebam orientações de como identificar comportamentos nocivos dos adolescentes, pois os jovens passam por um período de transformação que geram muitos conflitos e a escola deve ser um suporte nesta fase. Os professores podem auxiliar, orientar os alunos e indicar ajuda psicológica. A escola é um ambiente de diálogo e precisa estar preparada para proporcionar uma vivência de respeito e suporte”, disse o secretário.

Nesta sexta-feira (21), encerrando a Semana de Amor à Vida, tem roda de conversa: Saúde Metal com o psiquiatra e docente do curso de Medicina da UFSCar, Jair Borges Barbosa Neto. É às 14h, no auditório do Paço Municipal.

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