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Homem que queimou pitbull vivo enrolado em cobertor recebe mais uma multa

Foto: Associação Limeirense de Proteção aos Animais

A Polícia Militar Ambiental multou em R$ 6 mil o homem que queimou e matou um pitbull em Limeira (SP). O valor de autuações já soma R$ 20,5 mil, já que a prefeitura da cidade também multou em R$ 14,5 mil o dono do animal.

Segundo a Polícia Ambiental, a multa foi aplicada após diligências na casa do homem, que confessou ter praticado o crime. O Auto de Infração Ambiental é da natureza “praticar ato de maus-tratos contra a fauna doméstica”, que viola o artigo 29 da Resolução 48/2014 da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA).

O valor é calculado considerando R$ 3 mil para cada animal que sofre maus-tratos e multiplicando por dois em caso de morte, conforme a Polícia Ambiental.

Agora, conforme a corporação, o responsável vai ser chamado pela Coordenadoria de Fiscalização de Biodiversidade (CFB) para assinar a autuação e, se discordar dela, terá de apresentar defesa em até 20 dias.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado no 4º DP de Limeira, que instaurou inquérito para investigar o caso. Ele foi indiciado por crime de maus-tratos contra animais.

Segunda multa
Na terça-feira (21), Departamento de Proteção e Bem-estar Animal (DPBEA) da Prefeitura de Limeira multou em R$ 14.591,50 o homem que queimou o cão vivo. O prazo para a apresentação de defesa ou pagamento também é de 20 dias, segundo a prefeitura.

O valor foi fixado em 550 unidades fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), unidade fixada em R$ 26,53 e utilizada para atualização de contratos e tributos estaduais, com base nas leis 9.605/98 e 650/2012.

Cão queimado vivo
O cão da raça pitbull morreu na manhã de domingo (18), após ser encontrado na sexta-feira (16) enrolado em um cobertor e queimado em uma área verde entre os bairros Graminha e Jequitibás. O animal foi resgatado pela ONG Associação Limeirense de Proteção a Animais (Alpa) e levado a um hospital veterinário. O cão recebeu dos voluntários da ONG o nome de Titan.

A entidade foi chamada por um homem, ao passar pelo local, viu o fogo e ouvido gemidos e latidos do animal. Segundo a Alpa, o pitbull estava com muitos ferimentos nas costas, no rosto e nas patas. Ele foi levado ao hospital veterinário em estado grave, com rins comprometidos e sangue na urina.

Maus-tratos recorrentes
Conforme o boletim de ocorrência, exames preliminares mostram que o pitbull já tinha sinais de maus-tratos, como mutilações na orelha, uma prática que foi proibida pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. Em abril, quando o canino recebeu o microchip, ele não tinha as orelhas cortadas.

A polícia também fez buscas na casa do homem para analisar as condições em que o pitbull vivia, mas não encontrou nada de irregular, de acordo com o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).

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